E lamento por encaixar-me no clichê do “oh! Pobre coitada…seu amor se foi” mas o que mais poderei fazer se não me lamentar? Querer-me bem e ter-me bem são duas coisas completamente distintas e muito relativamente próximas. Há os que dizem que querer é poder, que preciso encontrar outro amor… não consigo, não consigo! Não consigo livrar-me das lembranças de seus olhos risonhos e seus lábios tão perfeitamente convidativos. E seus presentes simples e amáveis, mal conseguem livrar-me deles! Tenho-o em mente sorrindo, simplório e menino. Tento esquecê-lo, tirá-lo da minha mente, mas parece que isto só ativa a armadilha incansável e mal-compreendida: eu o amo. Não consigo pensar mal do meu amado, não consigo vê-lo de outra maneira. Amor. É a isto que se resume. Se você compreender bem essa palavra, jamais terei de explicar como não dá pra escapar, muito menos esquecer. Sentimento inútil e desprezível, e tão altruistamente estúpido. Esconder-se é tampouco proveitoso. O único resultado que terás será a dor, no fim das contas. Forçarás um sorriso jamais teu para agradar aqueles que te amam. Mas nem depois de sofreres tanto, sentirás raiva do teu amor. Porque é esse o sentimento descrevido por tantos poetas. Iludida, esfregarei na cara deles que sinto e os compreendo, sim! Eles não estão só nessa árdua batalha pela integridade. - Letícia Azevedo (maybe-november)